“Podeis me matar, mas não podeis impedir a emancipação da mulher!”
Tahirih (1817-1852) marcou o século passado com transcendente heroísmo. Filha de um sacerdote muçulmano, tornou-se famosa pela conjugação da beleza, eloquência e sabedoria. Abandonando o uso do véu, a despeito do costume milenar entre as mulheres de sua pátria, o Irã, e participando de acalorados debates sobre temas místicos e espirituais, acumulou seguidas vitórias contra os expoentes masculinos mais representativos do pensamento de seu tempo. Tendo o governo iraniano lhe aprisionado, apedrejada nas ruas, exilada de cidade a cidade, anatematizada, correndo risco de vida, foi incansável na defesa dos direitos de suas irmãs de sexo. A um ministro da corte do Irã, em cuja casa estava encarcerada, foi incisiva: “Podeis me matar, mas não podeis impedir a emancipação da mulher!”
Trecho de um artigo de Washington Araújo, Um pássaro chamado humanidade
Estive lendo trechos do livro "Táhirih - Uma vida pela emancipação da mulher". São histórias como essa que transformam meu dia e me ajudam a transcender os pequenos obstáculos do dia a dia, rumo ao trabalho em prol de ideais como o da igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Mais links:
Tahirih Justice Center - Promoting Justice for women and girls worldwide
História de Táhirih
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