
Escolhas não são fáceis. Já até ouvi dizer que há aqueles que acreditam que 'as pessoas' adoram quando os outros (outras pessoas) mandam nelas, assim não precisam sofrer a 'dor' da escolha; recebem tudo pronto e basta apenas seguir as regras, em um caminho bastante cômodo. Cômodo, porém impessoal.. perde-se a chance de deixar a própria marca, sua contribuição, sua diferença.
Eu escolho sofrer a dor da escolha; a dor do processo até se ter convicção do caminho que se quer seguir. Isso me deixará mais próximo de mim, do que quero, dos meus desejos. Não posso aceitar a vida como um caminho já traçado, como se eu devesse alinhar meus destino de acordo com as circunstâncias imediatas mais favoráveis. Infelizmente esse parece ser o conselho de uma boa parte dos 'mais experientes'. Isso me parece como ser jogado em um ponto qualquer do rio e deixar ser levado pela correnteza. A vida passa, o sangue vital escorre, e o prejuízo se faz claro após a queda na cachoeira.
Não consigo aceitar como inexorável o processo que muitos vivem de esfriamento e perda do encantamento diante do mundo; da perda do entusiasmo e da perplexidade frente a conquistas espirituais e mistérios divinos. Isso me parece a própria morte ('deixe que os mortos enterrem seus mortos'); (e eu mesmo já me senti morto diversas vezes).
Abrem-se à minha frente diversas escolhas. Eu sofro, penso, adio, mas tenho que decidir. Seria mais fácil permanecer inerte até ver para onde o vento me levaria. Mas isso acarretaria a distância de mim mesmo, o amortecimento dos meus sonhos e convicções, o esfriamento do coração, o olhar absorto em matéria.
Quero escrever minha própria história, com a ajuda de Deus.
2 comentários:
Ah, tenho certeza de que vai conseguir. E com a ajuda de Deus, sempre :)
obrigado Pri :)
Postar um comentário